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Associada escreve diário sobre passeio cultural em Tiradentes e São João del Rey; confira

2 de outubro de 2018 | 1 Comentário

Ubá, MG – Associados da Andorinhas (Associação Ubaense de Saúde Mental – Artes e Culturas) realizaram uma visita às cidades de Tiradentes e São João del Rey no dia 12 de maio, em um passeio cultural organizado pela entidade e patrocinado pela agência de viagens Pé na Estrada.

A visita às duas cidades históricas, uma realização do projeto de passeio cultural desenvolvido pela Andorinhas, resultou na produção de um breve diário escrito pela associada Daiana Pereira Lamas, que aproveitou o passeio para escrever um diário sobre a experiência.

Intitulado “O passeio em Tiradentes e em São João del Rey”, o diário traz um olhar pessoal e o registro de memória de Daiana sobre visitas a igrejas, a monumentos e prédios históricos, relato de viagem de trem – a famosa Maria Fumaça, entre outros.

O projeto de passeios culturais visa promover a reinserção/readaptação social de associados, por meio de passeios turísticos em Ubá e em outras cidades, oferecendo um instante de bem-estar, despertando gosto por conhecer novos lugares e minimizando tristezas e angústias.

Confira a íntegra, transcrita abaixo, do diário escrito por Daiana:

Daiana, durante o passeio (Foto: Reprodução)

O passeio em Tiradentes e em São João del Rey

Por Daiana Pereira Lamas

O passeio em Tiradentes foi muito bom. Saímos as 06:40 horas, quase as 07 horas num ônibus muito confortável, luxuoso e chique e fomos tomar Café na padaria Pão Gostoso. Tinha suco de caixinha de manga, maracujá e de caju. Tinha café com leite, tinha pão com presunto e mussarela, bolinho de queijo, pãozinho com mussarela e presunto e bolo de tabuleiro doce. Eu comi pão com presunto e mussarela, pãozinho com presunto e mussarela, bolinho de queijo, bolo de tabuleiro doce, bebi café com leite e suco de manga. Tomamos o café, o remédio e saímos.

Dentro do ônibus eles nos deram uma camisa da viagem e estava escrito na frente “Gentileza, gera Gentileza” e atrás “Pé na Estrada”. Eu a vesti quando ganhei no banheiro do ônibus, o pessoal vestiu ela quando chegamos lá em São João Del Rey, uma cidade antes de Tiradentes. Quando chegamos em São João Del Rey, o guia da cidade de Tiradentes nos esperava para explicar a cidade. Chegamos em uma igreja, onde tinha Jesus Crucificado com uma tira vermelha na mão – umas chagas. E tinha um casal de Bragança, umas estátuas grandes quase do meu tamanho e com peruca de gente. E tinha a imagem do “Sonho de São Sebastião”, ele dando um beijo e abraço em Jesus Crucificado. E Jesus puxa um pouco o braço para abraçá-lo. E tinha Jesus no sepulcro de vidro: Era uma imagem grande quase do meu tamanho e estava morto com os olhos fechados. Saímos da igreja e fomos até o sepulcro de Tancredo Neves, no cemitério onde ele foi enterrado e sua esposa, Ele estava do lado de cá e Ela estava do lado de lá – um do lado do outro. E saímos do cemitério, descemos a Igreja e na frente da Igreja tinha um banco com uma estátua: O memorial de Tancredo Neves que estava assentado tirou fotos ao lado dele e ele tinha um livro na mão: “Mas o que será que estava escrito no livro dele?”. Fomos até uma área grande na frente da igreja onde tiramos fotos com os cartazes do CAPS AD III e com as camisas, depois descemos na rua embaixo onde tinha uma ponte larga com um rio, chamado Rio da Morte – embaixo sem poluição, mas tinha o esgoto. As Ruas eram limpas, uma lindeza! Imagina Ouro Preto, a cidade histórica?! – onde eu queria que fosse nosso próximo passeio, o museu de Ouro Preto. “Vamos Deixar a praia para depois!”. Tinha uma igreja perto das casas iguais, tinha calçadas com pedras pequenas e grandes, a Igreja e as calçadas foram feitas pelos escravos. A igreja que só os brancos frequentavam com os padres brancos, até hoje tem missa com festinha. Tinham as casas tortas, iguais, casas antigas. Fomos também a uma igreja que tinha um rochedo que tinha três canos que paravam as águas das chuvas e caia em um rochedo com água. Quando estávamos lá, passou um helicóptero alto, parecia da polícia. Tiramos fotos com os cartazes, as camisas e fomos… Na quarta e última igreja tinha um Santo em cima – São Sebastião e aquela igreja era a que os negros frequentavam e foi feita pelos escravos e o Padre era Branco.

Em Tiradentes, fomos ver a casa de Tiradentes, a calçada em baixo foi feita pelos escravos e tinham pedras pequenas e grandes, as grandes eram levadas pelos escravos adultos e as pequenas pelos escravos crianças, eles iam jogando e encaixando elas. Eles sabiam fazer calçadas, com pedras pequenas, grandes e normal. Vimos a casa de Tiradentes que tinha uma igreja ao lado e hoje em dia a “Casa de Tiradentes” é um museu, mas não entramos lá, vimos de longe.  O guia nos ensinou como ele morreu: enforcado e esquartejado, na Inconfidência Mineira para defender Minas Gerais e mandaram os pedaços dele com braço, pernas e cabeça para outros lugares. Dizem que até hoje tem a forca de Tiradentes. Lá no Rio de Janeiro, tem a cabeça de Tiradentes embalsamada lá no Museu do Rio de Janeiro.

Tiradentes era polícia e depois que saiu passou a andar de cavalo sozinho e com os amigos para todo lado, até fora de Minas Gerais. Na calçada foram gravadas novelas como a: Sinhá Moça, Cabloca, A Muralha e Ilda Furacão. Lá passa carruagem, e passou uma moça nessa carruagem com arco de flores muito bonito, a menina estava muito bonita com o arco de flor. Tinha umas barraquinhas com presentes de “Dia das Mães”; “Eu comprei um arco de fuxico!”.

Fomos almoçar, lá no restaurante “Tutu na Gamela” tinha muitos tipos de comida. As conchas, escumadeiras, para pegar comida e pratos, garfos e faca para comer! Eu comi: Arroz, feijoada, macarronada, panqueca e pernil no churrasco. Bebi coca cola. Eu chorei porque estava com saudade da minha mãe, pois no outro dia ia ser dia das mães, “mas dias das mães é todos os dias”. Eu queria levar uma galinha angola de chapéu para minha mãe, mas fiquei doida com o arco de fuxico, “porque gosto de arco”, e comprei pra mim, não levei nada para minha mãe. O arco custou R$10.00, e como eu só tinha esse dinheiro, não pude levar a galinha angola com o chapéu para minha mãe.

A melhor parte, fomos andar de Maria Fumaça, tinha os vagões onde entravam as pessoas para andar de Maria Fumaça, tinham vários vagões. A turma dos CAPS Guida Sollero 2 e CAPS AD III e a turma da foto andamos juntos. Foi bom. Passamos por rios largos, e rios finos. Vimos casas, crianças dentro das casas, vimos capivaras, que o moço do CAPS AD III, Josiel, mostrou ao Vicente e todos nós vimos. Atravessamos ruas, e a Maria Fumaça tinha um apito bonito, lindo! E chegamos. E o ônibus já nos esperava, e tiramos fotos na frente da Maria Fumaça e eu fiquei com medo de ela andar e fiquei em cima para sair na foto.

Tomamos café e tiramos fotos na frente do ônibus. No café teve pão com presunto e mussarela, bolo de pote – Brownie e bebemos refrigerante.  Eu e a Rafaela tiramos fotos fazendo sinal de joia com as duas mãos. “Ela é Bonita!”. E fomos embora.

Dentro do ônibus, fizemos brincadeira de adivinhar em quais lugares as pessoas gostaram mais de ir, eu gostei mais da Maria Fumaça! . E a brincadeira de “o que as pessoas eram consideradas”, e a Fernanda repartiu os bombons que ganhou na brincadeira. Os meninos do Pé na Estrada fizeram sorteio de presentes e eu ganhei um balãozinho com uma cordinha de pendurar. E um shampoo Seda anticaspa, que dei para minha mãe “porque eu não tenho caspa, ela tem”. A Rafaela filmou o Stéfano fazendo as brincadeiras na volta. E chegamos em Ubá.

Chegando ao CAPS AD III tomamos os remédios, e eu fui embora com a Fernanda – Assistente Social do CAPS AD III e foi do CAPS Guida SolLero 2 também assistente social.  Agora mudou a turma. “Mas ainda tem o projeto no Bairro Boa Vista que é muito bom, eu Daiana, adoro. Todo mundo gosta”. A Maria Aurélia foi embora com a Ione e o Vicente, José Renê e a Soninho dormiram no CAPS AD III para ir embora no outro Dia. E só…..Dia da viagem 12 de maio de 2018.

Ubá, 23 de maio de 2018.

______

Assessoria de comunicação Andorinhas

Foto de destaque: Reprodução

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Comentário
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Denis Pereira Raymundo 3 de outubro de 2018 at 22:05

Parabéns à Daiana pelo relato! Deu um banho em muitos universitários que não conseguem escrever um texto de 10 linhas. A secretaria da educação de Ubá deveria incentivá-la a escrever um livro. Garanto que as empresas de Ubá gostariam de patrocinar.

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