ABERTURA DO PROJETO UBÁ EM CENA MARCA O MÊS DE JULHO NA CIDADE DE UBÁ

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ABERTURA DO PROJETO UBÁ EM CENA MARCA O MÊS DE JULHO NA CIDADE DE UBÁ

No dia 15 de julho, a Andorinhas — Associação Ubaense de Saúde Mental realizou a abertura oficial do projeto Ubá em Cena – Festival de Artes, Memória e Economia Solidária, no Centro Administrativo Prefeito Narciso Paulo Michelli, em Ubá. O encontro marcou o início da primeira Exposição Itinerante Ubá em Cena, reunindo arte, cultura, saúde mental, participação cidadã e valorização da memória local.

A abertura aconteceu em um mês especialmente simbólico para o município. No dia 3 de julho, Ubá celebrou seus 169 anos de história, data que reforça a importância de olhar para a cidade não apenas como território geográfico, mas como espaço de memória, identidade, cultura e pertencimento. Nesse contexto, o Ubá em Cena nasce como uma homenagem viva à cidade: um projeto que reconhece sua trajetória, valoriza seus artistas, revisita seus patrimônios e convida a população a perceber que a cultura ubaense também é construída pelas pessoas que, muitas vezes, permaneceram fora dos espaços oficiais de visibilidade.

A abertura não representou apenas o início de uma exposição. Foi um momento de reconhecimento público das trajetórias, talentos e produções dos associados da Andorinhas, que ocuparam o espaço cultural como artistas, escritores, coralistas, artesãos e protagonistas de suas próprias histórias.

O Ubá em Cena nasce com o propósito de transformar a cidade em um grande território de criação, encontro e pertencimento. Inspirado na riqueza histórica, cultural e afetiva de Ubá, o projeto reúne diferentes linguagens artísticas, como pintura em telas, desenho, fotografia, literatura, artesanato, música, canto coral, memória cultural e economia criativa.

A primeira mostra cultural apresentou ao público produções construídas ao longo das oficinas do projeto. Fotografias, telas, desenhos, peças artesanais e expressões literárias revelaram diferentes formas de olhar para a cidade, para a memória e para a experiência de cada participante. Cada obra carregava mais do que técnica: trazia vivências, afetos, lembranças, histórias de superação e modos singulares de compreender o mundo.

Durante o cerimonial de abertura, a literatura teve lugar de destaque por meio da declamação de poemas produzidos pelos associados. Em cada leitura, a palavra se apresentou como espaço de expressão e escuta. A poesia transformou sentimentos em linguagem, memórias em partilha e experiências pessoais em produção cultural. Foi um momento de delicadeza e reconhecimento, no qual cada texto apresentado afirmou que toda história merece encontrar um lugar para ser ouvida.

A música também ocupou a cena com a apresentação do Canto Coral Andorinhas, sob regência de Welerson Carneiro. O coral interpretou canções que dialogam com a memória afetiva brasileira e com a sensibilidade coletiva, reafirmando a música como uma das linguagens fundamentais do projeto. No canto coral, diferentes vozes aprendem a dividir o mesmo espaço, construir harmonia, respeitar tempos e reconhecer a força da convivência.

A apresentação musical mostrou que, quando a arte acontece em grupo, ela também fortalece vínculos. O coral não é apenas uma atividade artística: é espaço de escuta, presença, disciplina, afeto e pertencimento. Quando diferentes vozes encontram espaço para existir, nasce mais do que música. Nasce comunidade.

Outro ponto importante da abertura foi a Feira de Economia Solidária, que apresentou produções artesanais desenvolvidas pelos associados. As peças expostas traduziram saberes, experimentações e processos criativos construídos nas oficinas. A feira reforçou a dimensão econômica e social do projeto, mostrando que a cultura também pode gerar autonomia, circulação, reconhecimento e possibilidades de renda.

Ao final do cerimonial, o público foi convidado a visitar a exposição e conhecer de perto as produções artísticas. Fotografias, pinturas, desenhos e artesanatos ocuparam o espaço expositivo como testemunhos de um processo vivo de criação. Cada obra apresentou uma maneira própria de narrar a cidade, os afetos, as memórias e os caminhos de cada participante.

A primeira Exposição Itinerante Ubá em Cena também reafirma um compromisso central da Andorinhas: promover cuidado em liberdade. Para a instituição, a arte não é apenas atividade complementar. Ela é linguagem, vínculo, expressão, reconstrução e direito. Ao criar espaços para que pessoas em sofrimento mental possam produzir, expor, cantar, escrever, vender, circular e serem reconhecidas, o projeto enfrenta estigmas e amplia possibilidades de participação social.

A abertura da mostra demonstrou que cultura e saúde mental caminham juntas. A participação sociocultural fortalece autoestima, amplia redes de apoio, cria pertencimento e permite que cada pessoa seja vista para além do diagnóstico, da vulnerabilidade ou da dor. No Ubá em Cena, os associados não ocupam o lugar de espectadores. Eles são autores, artistas, criadores e representantes públicos de sua produção simbólica.

O projeto também tem uma dimensão importante para a cidade de Ubá. Ao valorizar a memória local, os patrimônios culturais, as linguagens artísticas e a economia criativa, o Ubá em Cena contribui para que a cultura circule em diferentes espaços, alcançando a comunidade e fortalecendo a identidade ubaense. A cidade passa a ser não apenas cenário, mas matéria viva de criação.

A realização da primeira mostra cultural só foi possível pela união entre sociedade civil, poder público, profissionais, parceiros, familiares, voluntários e empresas incentivadoras. Projetos como este demonstram que investir em cultura é também investir em desenvolvimento humano, inclusão social, saúde mental, cidadania e fortalecimento comunitário.

Com a abertura do Ubá em Cena, a Andorinhas dá início a uma trajetória de oficinas, mediações culturais, exposições, apresentações, feiras e ações itinerantes. Mais do que um projeto artístico, trata-se de um movimento de pertencimento. Um convite para que a cidade reconheça seus artistas, escute suas histórias e compreenda que toda pessoa possui uma forma legítima de existir, criar e participar da vida coletiva.

A primeira Exposição Itinerante Ubá em Cena deixa uma mensagem essencial: a arte abre caminhos onde antes havia silêncio. Ela aproxima pessoas, reconstrói vínculos, preserva memórias e ajuda cada participante a encontrar novas formas de expressão. Quando a cultura nasce do encontro, ela também se torna cuidado, liberdade e possibilidade de novos voos.

Card institucional — Equipe do Projeto Ubá em Cena

A realização do Ubá em Cena – Festival de Artes, Memória e Economia Solidária é fruto do trabalho coletivo de uma equipe comprometida com a arte, a cultura, a saúde mental e o cuidado em liberdade.

Coordenação Geral dos Projetos de Inclusão Social:
Sônia Márcia de Abreu

Instrutoria de Literatura:
Geísa Aparecida Tavares

Produção cultural e apoio administrativo:
Fernanda de Freitas Parma Bortoli

Instrutoria das Oficinas de Fotografia e Pintura em Telas:
Aline de Souza Gabriel

Instrutoria da Oficina de Desenho:
Giuliano Pietro Reis Cerrato

Instrutoria da Oficina de Artesanato:
Renata Cipriano Campos Silveira

Instrutoria de Música e Regência do Canto Coral Andorinhas:
Welerson Silva Carneiro

Analista de Comunicação e Marketing:
Andressa Maria Nogueira Tebas

Videomaker:
Ivan Lemos

Social Media:
Leonardo Teixeira

Produção Audiovisual:
Gabriel Juste

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